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Camerino Eloy Neto
 

A tartaruga e o céu

 

Não que não fosse uma máquina de fazer sexo, afinal, essa era a proposta. Mas era muito mais que isso. Era olhos e sorrisos. Principalmente sorrisos. Legítimos, honestos, felizes... Daqueles que só brotam no rosto de quem está tranquilo consigo e com o universo. Os olhos, serenos, não destoavam do sorriso. Ao contrário, lhes davam mais integridade. E olhava... muito... intensamente. Tamanho era o poder dessa combinação que poderia hipnotizar exércitos. Manter, ali, milhares de súditos apaixonados e servis.


Porém seu poder de fogo contemplava outras armas não menos poderosas. Havia as formas e as curvas. Dessas de se deixar perder completamente. Era a beleza além da beleza, o prazer além do prazer, a vida em sua quase plenitude. Quem desfrutava da sua companhia, vivia, na Terra, a certeza da existência do paraíso. Breves momentos que seriam levados por toda a eternidade. Lembranças que perdurariam além da vida. Como certos cheiros e sons que nos fazem felizes mesmo quando não identificamos, claramente, de onde vieram e o que significaram.


Não se sabe ao certo se tinha consciência da sua capacidade de “destruição”, já que não se tinha notícia de algum mal acontecido aos que estiveram por perto. Tampouco se, em algum momento, usava seus dotes, unicamente, para proveito próprio. Sabia-se, no entanto, da alegria que tinha em compartilhar o prazer. E o fazia com a pureza de uma criança que comete doces travessuras. Um ser que desconhecia as dificuldades e perigos para conseguir atingir a felicidade. E mesmo não tendo asas, como a tartaruga da fábula, queria participar das festas do céu.


Os que ainda encaravam o amor como medo, chegavam a dizer que, na verdade, tamanha felicidade e desprendimento escondiam uma maneira de se proteger de histórias mais verdadeiras. Teoria que para os que puderam estar, ainda que por apenas alguns momentos, com aquela espécie de anjo sem asas, não fazia o menor sentido. Afinal, com ele, estiveram no céu ainda que, em alguns casos tenham despencado de lá. Quando isso acontecia, tal qual na fábula da tartaruga, Deus se apiedava e lhes reconstruía o casco, mantendo a alma intacta.



 



Escrito por Camerino às 10h55
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