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Camerino Eloy Neto
 

 

 

Foi o brilho das pedras falsas do mosaico que trouxe a clareza. O colorido, a beleza, a fragmentação. Lembrou das coincidências, das repetições que viveu até ali. O manto de fumaça que lhe tomou os olhos nos últimos anos começava a se esvair.

 

Chegou festejando a conquista. Mais que isso, lutou e deixou tudo para trás em busca daquele lugar: Shangri-la,  Eldorado, paraíso na terra. O cenário perfeito.

 

Não se poupou de nada. Mergulhou a alma, em tudo quanto possível, sem perceber os sinais. Esqueceu que os demônios são o outro lado dos anjos. Conviveu com os dois sem  se dare conta que a mesma essência pode se desdobrar e tomar feições que não raro podem ser incompatíveis.

 

Tentou se erguer. A cabeça doía. O corpo também. Vacilou e voltou a sentar. Alguém veio ao seu auxílio. Um vulto saído do colorido do mosaico.    

 

- Vamos. Te levo até a porta – disse o seu salvador.

 

Não tinha certeza se queria ir embora. Não agora, quando as coisas começavam a fazer sentido. Mas, antes que pudesse dizer alguma coisa, o seu acompanhante já o havia conduzido. Largou seu braço e se virou.

 

- Desculpa – bulbuciou – Como é seu nome?

 

- Mateus – respondeu, fechando a porta.

 

Mateus, mais um nome bíblico. Ultimamente só cruzava com pessoas que tinham nomes “divinos”. Mateus, o cobrador de impostos que se transformou num dos  apóstolos evangelistas. Aquilo tinha que ter algum significado. Afinal veio até aqui a procura do céu.

 

- Esse é um lugar para se expiar as nossa culpas – escultou, certa vez. Tinha o hábito de ouvir trechos das conversas alheias. Era uma forma de partilhar de outras vivências.

 

Aquela frase ficou ecoando na sua mente. “Esse é um lugar para se expiar culpas”...

 

Mas aquele era um dos cenários mais bonitos, ou melhor, era o mais lindo que conheceu.

 

De onde se tem a melhor vista do paraíso?... Do inferno...

 

Então, talvez fosse isso... Para se alcançar o céu, é preciso viver o seu armagendom pessoal. O encontro com Deus. Independente do local escolhido. 

 



Escrito por Camerino às 12h34
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