Histórico
 07/12/2014 a 13/12/2014
 15/06/2014 a 21/06/2014
 16/03/2014 a 22/03/2014
 22/12/2013 a 28/12/2013
 20/05/2012 a 26/05/2012
 25/03/2012 a 31/03/2012
 18/12/2011 a 24/12/2011
 10/07/2011 a 16/07/2011
 19/06/2011 a 25/06/2011
 03/04/2011 a 09/04/2011
 26/12/2010 a 01/01/2011
 28/03/2010 a 03/04/2010
 17/01/2010 a 23/01/2010
 20/12/2009 a 26/12/2009
 13/12/2009 a 19/12/2009
 06/12/2009 a 12/12/2009
 14/12/2008 a 20/12/2008
 25/05/2008 a 31/05/2008
 23/12/2007 a 29/12/2007
 04/11/2007 a 10/11/2007
 15/07/2007 a 21/07/2007
 24/06/2007 a 30/06/2007
 03/06/2007 a 09/06/2007
 13/05/2007 a 19/05/2007
 15/04/2007 a 21/04/2007
 11/03/2007 a 17/03/2007
 25/02/2007 a 03/03/2007
 31/12/2006 a 06/01/2007
 17/12/2006 a 23/12/2006
 12/11/2006 a 18/11/2006
 05/11/2006 a 11/11/2006
 08/10/2006 a 14/10/2006
 26/03/2006 a 01/04/2006
 19/03/2006 a 25/03/2006
 05/03/2006 a 11/03/2006
 18/12/2005 a 24/12/2005
 20/11/2005 a 26/11/2005
 06/11/2005 a 12/11/2005
 30/10/2005 a 05/11/2005
 09/10/2005 a 15/10/2005
 02/10/2005 a 08/10/2005
 25/09/2005 a 01/10/2005
 18/09/2005 a 24/09/2005
 11/09/2005 a 17/09/2005
 04/09/2005 a 10/09/2005
 28/08/2005 a 03/09/2005
 21/08/2005 a 27/08/2005
 14/08/2005 a 20/08/2005


Votação
 Dê uma nota para meu blog


Outros sites
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis


Camerino Eloy Neto
 

Encontro e partida

 

 

 

O fim chegou com a madrugada. Numa noite em que a chuva de verão tornou a cidade mais angustiada e cheia de urgências individuais, deixando um rastro devastador que legitimava o egoísmo levado ao extremo.

Quando ele veio, a encontrou sozinha num leito de hospital. Um cenário que ela conhecia há muito.  Não se sabe, exatamente, como estava quando se foi: se tranquila ou apreensiva, revoltada ou conformada, triste ou feliz.

Pouco se sabia dela, mas mesmo aqueles que não a conheceram ficaram abalados. Falava-se que esteve com a dor desde muito cedo. A saúde sempre foi frágil. Aos treze anos, uma doença degenerativa veio lhe fazer companhia. Um destino que a marcou de forma definitiva.

Mas não se tinha notícia de momento algum em que houvesse amaldiçoado os céus por isso. Muito pelo contrário. Sabia-se da serenidade e do amor com que vivia. Nunca teve um namorado, talvez até fosse virgem. Mesmo assim, não há relatos de amargura no convívio com o outro.

Quando tudo aconteceu, o televisor do seu quarto estava ligado. Minutos antes do fim, a programação mostrava o depoimento de um rapaz marcado, assim como ela. Era uma mensagem de superação, cheia de emoção e sentimento, que tocou as pessoas naquela noite de tempestade.

Ele, que além da dor física, foi vítima da crueldade da qual  só o ser humano é capaz, afirmou, no horário nobre da tv aberta em rede nacional, que acreditava no amor e esperava ser conduzido vida a fora por esse que é o maior dos sentimentos.

Ninguém nunca poderá saber se ela ouviu o recado.  Mas aqueles que acreditam em fadas e na unicidade do universo têm certeza: era pra ela que ele falava.

Assim, não seria um despropósito imaginar que no minuto final, ela tenha esboçado um sorriso. De felicidade, esperança e certeza.

Não, definitivamente, não passou a vida em brancas nuvens.

 



Escrito por Camerino às 16h42
[] [envie esta mensagem]




[ ver mensagens anteriores ]