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Camerino Eloy Neto
 

Primavera

 

 

Nasceu numa manhã ensolarada de primavera. Era o presságio para uma vida repleta de beleza e força. E ela necessitaria. Afinal o mundo não está acostumado ao que foge das convenções. As estações devem ser definidas e aqueles que transgridem as regras estão fadados a enfrentar, vida afora, o terrível tribunal dos covardes. Eles não perdoam nunca.  

 

Mas o universo, como sempre faz, deu as armas capazes de garantir a vitória. E ela, desde cedo, aprendeu a usá-las. Um olhar mais desatento poderia até se deixar levar por essa imagem de poder que a bela e forte figura impunha. Era preciso uma mirada mais apurada para chegar, de fato, perto dela.

 

A leveza, o frescor, a delicadeza das flores. O calor dos verões capazes de transformar a alma. Essências que se completavam. E ainda havia o talento, a competência, a vocação para tirar da vida todo o aprendizado possível e ser um ser humano melhor e mais feliz.

 

Ela decidiu trilhar esse caminho. Ainda que não fosse o mais fácil a ser percorrido. Afinal, quanto mais luz, mas sombras. As assombrações se revelavam a cada minuto. De diferentes modos.

 

Havia a fraqueza, o medo, nossos pequenos e grandes delitos... Tinha também a maldade, a inveja, a falsa admiração que a cercava. Energias outras, que invadiam a  vida sem que estejamos atentos. Vinham enquanto dormíamos, sem vigília, sem arautos...

 

Vez em quando, ela se desesperava. Lágrimas deslizavam por sua pele macia no escuro. Silenciosas, solitárias, nostálgicas. O comum, no entanto, era o sorriso sincero, aberto, generoso. A marca dos que trazem a vitória.

 

Dizem que quando ela nasceu, lá naquela manhã quente de primavera, querubins descalços estavam brincando em grandes jardins. O contato deles com as folhas e flores desencadeou um aroma que foi potencializado pelo calor. É esse cheiro, essas cores e essa luz que ela traz na alma. 



Escrito por Camerino às 15h35
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