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Camerino Eloy Neto
 

Sobre meninas e lobas

 

 

Moça bonita. Era assim que a chamavam desde menina. Mesmo com o passar do tempo, era esse o tratamento que continuam dando a ela. Não era para menos, as dores e dissabores sofridos através dos anos, não conseguiram tirar o viço da sua alma. 

 

Ao contrário, a ingenuidade preservada dava a ela um ar ainda mais juvenil. A crença no mundo e nas pessoas, que na maioria das vezes lhe trazia decepção, permanecia sendo seu maior trunfo.

 

A sincera felicidade da ignorância. Não era só o não saber da maldade do universo. Era a generosidade, a alegria das pequenas coisas, a disponibilidade para o prazer. Tudo isso se traduzia no brilho dos olhos e no sorriso.

 

E havia o choro. Também espontâneo. Lágrimas que brotavam sem escolher hora, lugar ou ocasião. Como o lamento dos inocentes, às vezes, duravam apenas até o próximo segundo. Quando alguém mais experiente os convencia de que não tinham tido a intenção de magoá-los ou desviava a atenção deles para outra coisa qualquer.

 

Era de se imaginar que tamanha ingenuidade tivesse um “q” de assexualidade. Qual o que? Ela transpirava sensualidade. A menina-loba encantava e provocava inveja. Ás vezes os dois sentimentos nasciam na mesma pessoa o que tornava o ataque ainda mais raivoso.

 

Mas ela não tinha noção, sem se importava com isso. Seguia enchendo o mundo de graça e de uma certa brejeirice.  A vida, não raro, tirava o chão dos seus pés, proporcionando alguns tropeços. Mas bastava alguém olhá-la e espontaneamente lá vinha aquela saudação: moça bonita...

 

Ela sorria, aceitava ajuda para se levantar e seguia.... sinceramente feliz.



Escrito por Camerino às 14h05
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