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Camerino Eloy Neto
 

Soco no estômago

 

 

 

 

A dor do soco no estômago ainda não havia indo embora quando começou a entender o acontecido. Estava envergonhado por ter se metido em mais uma confusão e procurava culpados para aquele desfecho. Foi quando o entendimento veio, aos poucos, tranquilamente...  Percebeu então: era  um ingênuo, um bobo mesmo.

 

Acreditara poder salvar o mundo. Agora, com o que havia aprendido, conseguiria qualquer coisa. Descer aos infernos... se tornar um herói. Se encheu de coragem, dessas que só a ignorância é capaz de fortalecer, e foi.  As primeiras investidas até que surtiram algum efeito, pensava ele. Pelo menos se não estava ganhando, perdendo também não estava.

 

E seguiu em sua cruzada. Como um Dom Quixote solitário, sem um fiel escudeiro – ainda que trapalhão, adentrou a noite escura. Sua missão: trazer de volta à luz seres que estavam exilados nas trevas. Sua arma: a certeza na força do amor. Munido por tamanha inocência, e, acrescentando a ela, uma certa arrogância dos que acreditam ter a verdade, foi.

 

Para se aproximar dos seus inimigos, compartilhou as armas deles. Afinal, tinha a bondade e todos os anjos a seu favor. Desprezou os avisos de perigo que se seguiram e desafiou o poder do mal. Na sua visão turvada, vislumbrou companheiros de batalha. Até que, um a um, eles foram mostrando a que exército pertenciam, numa seqüência frenética de golpes e escárnio. E veio o golpe final.

 

Um soco no estômago que tinha como alvo a alma. E ela estava muito ferida. A princípio, ele achou que havia sido traído, mais uma vez, pelo amor.  Só depois, com o tempo, percebeu. Invadiu um terreno que não era seu com propósitos pouco claros. O que buscava? Salvar o mundo ou ser aclamado por ele?

 

Ainda que a intenção seja a mais nobre, existem limites. Ser guerreiro é saber lutar. Aprender quando e onde parar. Respeitar as forças do universo, deixando que as batalhas aconteçam nas instâncias onde devem acontecer. A humildade é a maior das coragens. Forte é o homem que se deixa “abater”. Ou melhor dito: aquele que tem a compreensão de que na guerra e na vida, a medalha no busto no herói morto não traz benefícios a ninguém.  

 



Escrito por Camerino às 15h44
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