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Camerino Eloy Neto
 

Um quase amor

 

Primeiro foi a foto 3x4 achada por acaso nas minhas coisas. Depois a lembrança da música e do teu sorriso. Naquela noite tinha brigado com Deus. Estava triste e sozinha. Achava que algumas coisas pelas quais a gente passa na vida são desnecessárias e Ele podia nos poupar. Engraçado, eu coloquei na mão Dele aquele fim de noite. Confesso,  havia uma espécie de provocação naquela atitude. Queria me perder de mim. Foi assim que você entrou na minha vida.

 

Um desses encontros inesperados. Um pouco de papo e estávamos juntos. Lembro que alguns outros caras começaram a me cercar também. Mas já tinha companhia para aquela noite. Bebemos. Dançamos. Bebemos mais. Falamos pouco um do outro. Eu ainda estava magoada com o universo e você não me pareceu de muita conversa. Mas ficou ao meu lado.  E de repente me peguei feliz.

 

Você também estava. Agora lembro. Contente e tranqüilo. Tocou uma música, dessas açucaradas que os mais intelectuais detestam e  a multidão adora. Você cantou pra mim sorrindo. Lindo. Depois não consigo lembrar o que aconteceu. As lembranças me fogem e sinto que alguma coisa errada se passou. Acordei sozinha, pensando ter tido um sonho.

 

A cabeça me doía, não tinha vontade de trabalhar. Mas meu coração estava tranqüilo. Agradeci a Deus por isso. Foi aí que aconteceu. Encontrei sua foto. Não lembro de a ter recebido. Talvez, até,  eu é quem tenha te pedido, não sei. Mas quis acreditar que foi você quem deixou. Para eu nunca mais me esquecer do seu rosto.  Caso contrário ele ia  se perder nas minhas lembranças. Aquela fotografia era uma prova de que você, mesmo se fosse anjo, existia e precisava ficar comigo. Não lembro o teu nome, mas me sinto íntima de você. Como se te conhecesse há muito tempo.

 

Desde que encontrei a sua foto 3x4 tenho certeza de que o amor existe. Agora, mesmo que nunca mais te veja, você faz parte da minha vida. Como uma adolescente apaixonada, costumo beijar tua foto antes de sair. Tenho te procurado no meio da multidão. E preciso confessar uma outra coisa: comprei o cd com a “nossa música” e ouço sempre. Na verdade, agora, a certeza de ter vivido um quase amor me habita. E isso me preenche. Obrigada, meu amor.

 



Escrito por Camerino às 19h25
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