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Camerino Eloy Neto
 

Ainda Franco Ferrucci

Continuo dividindo com vocês algumas frases do livro “A História de Deus (Contada pelo próprio)”. Literatura da melhor qualidade, reflexões sempre bem-vindas...

 

“Eu andava obscura e confusamente à procura da alma, no que continuaria por um longo tempo ainda”

 

“Eles tentavam agradar-me. Mesmo não sabendo quem eu era e nunca tendo falado comigo, entendiam que eu não estava totalmente satisfeito com eles. Queriam que eu os amasse, e eu não era capaz de entender isso. Acontece nas melhores famílias.”

 

“A única coisa certa era que eles voavam; e era fácil cair na armadilha de pensar que voavam por que sabiam cantar.”

 “Um momento decisivo em minha história ocorreu quando descobri a existência da dor. Talvez eu a tenha percebido desde o início, sem  contudo compreendê-la, como criança que chora, mas não sabe o suficiente para dizer ‘estou sofrendo’.”

 

“A beleza e o sofrimento eram como irmão siameses, voltados para lados oposto, porém inseparáveis.”

 

“Vi aquele mesmo urso estraçalhar um pingüim sobre uma placa de gelo, totalmente dominado por uma obtusa fome animal; e me perguntei: por que toda essa fome?”

 

“Muitas vezes pergunto-me à noite onde estaria eu sem aquele primeiro olhar? Estaria voando pelo cosmos, como uma sombra sem nome, à procura de alguém capaz de me conhecer.”

 

“Levei algum tempo para compreender que a covardia era primogênita da inteligência, mas, felizmente, não filha única. A coragem era sua irmã, e a humanidade teria sempre de escolher entre as duas.”

 

“Consumi em angústia impotente a mais bela fase da minha juventude, aquela em que se deseja intervir de forma positiva nos assuntos do mundo.”

 

“A principal convicção dos israelitas era a de serem grandes pecadores, embora,  no meu entender, muito pouco do que faziam pudesse ser considerado condenável. Contudo, de bom grado arrependiam-se de pecados que raramente lhes ocorreria cometer”.

 

“É assim que sempre fui: hipersensível e rabugento, mas crédulo o bastante para aceitar as palavras de meus adoradores como sinceras”.

 

“Concordo que Deus não devia ter necessidade tão profunda de afeição, que confia imediatamente em qualquer um que o elogie. Mas não é sua culpa ter nascido órfão, ter passado a infância sozinho e carente de afeto.”

 

Bom, né?  E isso é por que ainda nem cheguei a metade do livro...

 

 



Escrito por Camerino às 20h30
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Eu tive fora uns dias, numa onda diferente...

... “E provei tantas frutas que te deixariam tonta

Eu nem te falei da vertigem que se sente (...)

Eu nem te contei uma novidade quente...”

                                                                       Uns Dias (Hebert Viana)

 

Mas uma vez me sirvo da música para traduzir o que penso e passo. 2006 começou “agitado”... Mas, como para algumas pessoas o ano só engrena mesmo depois do carnaval, faz de conta que essas férias estavam programadas.

 

Para começar a  entrar no clima, vou dividir com vocês frases de um livro que estou lendo. Chama-se “A História de Deus (contada pelo próprio)”. É de Franco Ferrucci, escritor italiano que não conhecia, e mistura conhecimentos de física, filosofia, religião para investigar a alma humana, através de um deus atormentado pela sua condição e solidão. Estou adorando. Espero que gostem também...

 

“Não estou falando de trovoadas, das quais ninguém gosta, exceto eu mesmo e algumas outras almas chegadas a um clima dramático, em especial os poetas e amantes.”

 

“Sou como um membro de alguma aristocracia decaída: existem partes da minha mansão acerca das quais não faço a mínima idéia.”

 

“Conclui que minha solidão não era só ruim, mas provavelmente irreparável.”

 

“Os répteis eram uma curiosa mistura de superioridade e inadequação. No fundo de suas almas tinham a convicção oculta de que eram imperfeitos; ao mesmo tempo uma arrogância implacável impregnava suas atitudes para com todas as outras criaturas vivas”.

 

“A beleza era a expressão de minha sede por entendimento, da mesma forma como um sorriso promete prazer e a fragrância de uma fruta antecipa seu sabor”.

 

“Com o tempo, a solidão levou a melhor e eu comecei a adotar os hábitos dos répteis.”

 

“Um dia, levantei os olhos e vi as aves. Nunca me esquecerei daquele momento; eu o tenho conservado vivo através dos séculos, em diversos quadros e escritos, até hoje. Com o olhar dos répteis olhei para as aves como se fossem poemas perdidos.”

 

Acho que foi um bom recomeço... Pelo menos estou bem acompanhado...

 



Escrito por Camerino às 23h19
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