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Camerino Eloy Neto
 

Poesia concreta

 

Vivia noites sem fim. Procurava os prazeres propagados por Baco. O vinho, barato, era o passaporte. As dores, do mundo, suas companhias. Madrugadas adentro cruzava com artistas e outros tipos humanos que também procuram Deus. Sexo, arte, poesia, solidão.

 

Não combinava com o nascer do sol. Tão-pouco se curvava aos raios da manhã. Sua figura taciturna destoava se a luz aparecia. Enormes sombras se formavam. No rosto, nos olhos, no coração. 

 

 

 

Mas naquela manhã, quando acordou, a poesia continuava ao seu lado. Os olhos, outrora vermelhos, se revelaram de azul quase celestial. A música, marginal, ganhava arranjos angelicais quase se transformando numa canção de ninar.

 

Mesmo que o caminho trilhado tenha sido o mesmo - o do abandono à quase loucura - tudo tinha gosto de novidade, frescor.  

 

Se deixou descansar entre miragens e desertos da alma. Quando finalmente levantou percebeu – sem acreditar - que havia poesia pela casa. Versos que se auto-definiam maloqueiristas.

 

  

 

Falavam de amor, dúvida, desejo. Um dos textos, vendidos na rua, dizia:

 

“ O sol da manhã?

Espanca os sonhos.

Bom é explodir

Radicalizar, sumir.

Queria lobotomizar meu ser

Pra ir

Não ter vontade

Ficar

E...

De vez em quando, dormir.”

 

Renato Limão – poeta ambulante. Um dos filhos bastardos de Baco que transitam mundo a fora trazendo mensagens mitológicasaos aos simples mortais.

 

Despertando com o pé e o coração na poesia, o Tudo em Dia está entrando no ar. No programa de hoje você vai ver ainda...  

 

Editorial para o programa "Tudo em Dia".



Escrito por Camerino às 16h31
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